Goiânia mapeia 120 áreas de risco geológico e estima que 6,4 mil moradores vivam em locais críticos.





 O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, entregou, nessa quarta-feira (11), o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Goiânia. O documento, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em conjunto com a Defesa Civil, apresenta um diagnóstico detalhado das ameaças geológicas e hidrológicas na capital goiana, servindo como guia para futuras obras de prevenção.

O estudo técnico identificou 120 setores de risco na zona urbana de Goiânia, evidenciando a urgência de intervenções estruturais e sociais. Na classificação por nível de perigo das áreas mapeadas, 44 foram consideradas áreas de risco muito alto, 49 são áreas de risco alto e 27 são áreas de risco médio.

A estimativa é de que mais de 6.400 pessoas vivam nessas localidades — sendo mais de 2.300 em setores de risco muito alto, 2.152 em risco alto e 2.008 em risco médio —, sujeitas a fenômenos como inundações, enxurradas, deslizamentos e erosões (voçorocas). Entre os bairros citados no plano estão o Jardim Novo Mundo, Jardim América, Setor Bueno, Campinas, Parque Amazônia e Vila Romana.

As principais recomendações do PMRR são o fortalecimento da Defesa Civil, com a criação de uma equipe técnica permanente, a implementação de um sistema de alerta, com planos de contingência e rotas de evacuação, e a realização de obras estruturantes para estabilizar encostas e margens de rios em todos os setores de risco alto e muito alto.

Durante a audiência pública na Câmara Municipal, na qual o PMRR foi entregue, o secretário Nacional de Periferias, Guilherme Simões, destacou que a iniciativa vai além da engenharia. "A prevenção de riscos é uma questão de justiça social", afirmou, ressaltando que o objetivo principal é salvar vidas e proteger a população mais vulnerável que habita as periferias.

Os dados são do Ministério das Cidades.


Henrique Fregonasse


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