Operação do Mapa apreende 21 toneladas de agrotóxicos irregulares no Triângulo Mineiro.





Uma ofensiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada em Uberaba (MG) e em outros municípios do Triângulo Mineiro, resultou na apreensão de 21 toneladas de agrotóxicos em situação irregular. Denominada Operação “Triângulo” (Ronda Agro CXXVII), a ação teve como objetivo combater o contrabando e a falsificação de defensivos agrícolas. Segundo a Pasta, o prejuízo aos infratores, estimado com base nas mercadorias confiscadas, ultrapassa R$ 4 milhões.

Do total apreendido, aproximadamente 300 kg correspondiam a produtos ilegais, encontrados em estabelecimentos sem licença para armazenar ou comercializar agrotóxicos. Os locais foram interditados e autuados. Um dos responsáveis foi conduzido à delegacia.

O procedimento foi executado pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Receita Federal e a Polícia Civil de Uberaba.

Produtos confiscados

Para confirmar a falsificação dos produtos, empresas detentoras dos registros acompanharam as inspeções e auxiliaram no processo de identificação. 

Os fiscais localizaram sacos sem identificação com pó branco em um dos estabelecimentos. A análise realizada com um espectrômetro de infravermelho portátil — aparelho que identifica substâncias químicas pela forma como absorvem a luz infravermelha — apontou alta similaridade com o princípio ativo abamectina, inseticida amplamente utilizado na agropecuária. Em determinadas situações, o equipamento revelou que os itens não apresentavam qualquer semelhança com os originais.

A ação também constatou o armazenamento de agrotóxicos vencidos, sem separação adequada, em condições que, segundo o Mapa, sugerem reutilização.

Em outro ponto de fiscalização, foram encontrados materiais e equipamentos usados para fracionar e manipular agrotóxicos. Os agentes verificaram ainda que os produtos eram vendidos sem notas fiscais e sem receituário agronômico.

VEJA MAIS:


Maria Clara Abreu

Comentários