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Ataque em Beirute coloca em risco acordo iminente entre EUA e Irã.

Declarações de líderes confirmavam assinatura para os próximos dias; ofensiva israelense gera incertezas e críticas.





 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, informou na noite de sexta-feira que a assinatura de um memorando de entendimento (MoU) com os Estados Unidos para encerrar a guerra poderia acontecer em poucos dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia declarado na quinta-feira que o país havia fechado um acordo positivo, com previsão de assinatura igualmente breve.

Contudo, o ataque israelense a Beirute mudou o cenário e lançou dúvidas sobre o acordo. Trump criticou a ação: afirmou que o ataque não deveria ter ocorrido, especialmente num momento em que a paz estava tão próxima. Em publicação, reforçou que o tratado traria estabilidade para toda a região, incluindo o Líbano, e pediu que todos os lados recuem para evitar o fracasso da negociação.

Lideranças iranianas também reagiram com dureza: o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que a ofensiva prova que os Estados Unidos não têm vontade nem capacidade de cumprir compromissos, chamando a estratégia de diálogo de “obsoleta”. Autoridades militares prometeram que o ato não ficará sem resposta. Do lado de Israel, as Forças de Defesa estão em alerta máximo, preparadas para ataques imediatos, tanto na defesa quanto no ataque.



Fonte: Xinhua

Geilson Costa

 

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