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InfoGripe: maior parte do país tem tendência de queda ou estabilização de casos de SRAG.






A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (13/8), mostra que 23 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam tendência de queda ou estabilização do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A exceção fica para Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe, que apresentam um leve sinal de crescimento. Quanto ao nível de risco, ainda há 14 das 27 UF com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 31, período de 2 a 8 de agosto.

Os pesquisadores do InfoGripe voltam a reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. Também é essencial, de acordo com os especialistas, que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara.

Dados Epidemiológicos



Prevalência dos vírus (últimas 4 semanas)

  • Casos positivos: VSR (50,4%) → rinovírus (29%) → Influenza B (9,2%) → Influenza A (6,5%) → Covid-19 (1,6%)
  • Entre óbitos: VSR (34,7%) → rinovírus (24,3%) → Influenza A (20,1%) → Influenza B (18,1%) → Covid-19 (5,8%)

Ano epidemiológico 2026


  • 133.709 casos de SRAG notificados
    • 53,9% com vírus identificado: VSR (42,2%) → rinovírus (30%) → Influenza A (18,6%) → Influenza B (5,2%) → Covid-19 (4%)
    • 34,8% negativos; 5,5% aguardando resultado

Faixas etárias e impacto

  • Crianças até 4 anos: queda de SRAG ligada à redução de internações por VSR
  • Crianças 5–14 anos: queda ligada ao rinovírus
  • 15–49 anos: queda ligada à Influenza A e B
  • Idosos: queda ligada à Influenza A

Padrões de incidência e mortalidade


  • Incidência mais alta: crianças pequenas, causada principalmente por VSR
  • Mortalidade mais alta: idosos, causada principalmente por Influenza A
  • Rinovírus: 2ª maior causa de óbitos em < 2 anos e em idosos
  • Influenza A: mais casos em < 2 anos; mais mortes a partir dos 65 anos
  • Influenza B: mais casos em < 2 anos; mortes elevadas em bebês e idosos
  • Covid-19: incidência baixa em todas as faixas etárias

Período eleitoral


De 4/jul a 25/out, as publicações da Fiocruz seguem orientações da AGU e Secom, sendo permitido apenas conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão


Por redação Geilson Costa 

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