Análise do NUPDEC/GIRD +10, com dados do Monitoramento Climático RRD.
O relatório comparativo elaborado pelo Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC/GIRD +10) com base nos dados do RRD Monitoramento Climático, traz detalhes sobre a evolução da seca na zona rural de Areia Branca, o comparativo de chuvas nos últimos quatro anos no ponto de medição de Redonda, além do panorama completo de todas as regiões do Brasil — com destaque para o Nordeste, acompanhado de mapas que ilustram a situação em todo o território nacional.
Volume de chuvas em Redonda/RN: comparativo dos últimos 4 anos
Os dados coletados até este sábado, 18 de julho, na estação de medição de Redonda, mostram uma mudança expressiva no regime de chuvas da região:
Dado destaque: Até o momento, em menos de sete meses de 2026, já choveu apenas 4,5 mm a menos do que todo o volume registrado ao longo de 2024 — ano que teve o maior índice de precipitação da série analisada. O valor atual é também mais de 3 vezes superior ao total acumulado em todo o ano de 2025, período marcado por seca severa em todo o Rio Grande do Norte.
Panorama nacional da seca: Janeiro vs Junho de 2026
Os mapas e dados comparativos mostram transformações importantes em todas as regiões, com avanços e recuos da seca:
Região Nordeste – Destaque principal
Enquanto em janeiro de 2026 a região sofria com avanço da seca extrema (S3) em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além de seca grave (S2) em Alagoas, Sergipe e Bahia, os mapas de junho apontam desaparecimento desses níveis mais severos em quase todo o território:
Houve alívio no norte do Ceará, onde áreas passaram de seca moderada (S1) para fraca (S0);
A seca fraca avançou no centro-sul do Maranhão, e a moderada ganhou espaço no sudoeste do Piauí e oeste de Alagoas;
A seca fraca avançou no centro-sul do Maranhão, e a moderada ganhou espaço no sudoeste do Piauí e oeste de Alagoas;
Demais regiões do Brasil
Sudeste: Em janeiro havia seca grave (S2) em trechos de Minas Gerais; em junho, esses registros desapareceram, com recuo da seca moderada no noroeste paulista e no Triângulo Mineiro — embora haja avanço de seca fraca no leste mineiro, norte do Rio de Janeiro e todo o Espírito Santo.
Sul: A seca moderada deixou de existir no Paraná, e houve ampliação de áreas sem seca em Santa Catarina; por outro lado, houve agravamento de fraca para moderada entre o nordeste gaúcho e sudeste catarinense.
Norte: Houve recuperação no Amazonas, com recuo da seca fraca; já em Tocantins e Roraima surgiram ou avançaram áreas com seca fraca.
Centro-Oeste: É a região com maior melhora: a seca moderada deixou de existir em Mato Grosso do Sul, e a seca fraca desapareceu completamente do Distrito Federal e de Mato Grosso.
Situação na zona rural de Areia Branca/RN
A realidade local acompanha a melhora observada nos mapas do Nordeste:
Não há mais registros de seca extrema ou grave no município, ao contrário do que ocorria em janeiro;
Áreas da porção leste e faixa serrana seguem com seca moderada (S1), mas com impacto reduzido;
Trechos da porção oeste e região litorânea recuaram para seca fraca (S0), graças aos volumes acima da média de chuvas;
A recuperação de barreiros e poços já é perceptível, mas ainda não há áreas totalmente livres dos efeitos da seca.
Áreas da porção leste e faixa serrana seguem com seca moderada (S1), mas com impacto reduzido;
Trechos da porção oeste e região litorânea recuaram para seca fraca (S0), graças aos volumes acima da média de chuvas;
A recuperação de barreiros e poços já é perceptível, mas ainda não há áreas totalmente livres dos efeitos da seca.
Perspectivas
Conforme Geilson Costa: “Os mapas de todo o Brasil mostram que a melhora no Rio Grande do Norte faz parte de um movimento maior, especialmente no Nordeste, mas também há desafios em outras áreas. Aqui em Areia Branca, a chuva que chegou já fez diferença, mas precisamos manter o monitoramento para garantir que os recursos hídricos se mantenham para o restante do ano.”
Novos mapas e dados serão atualizados em agosto de 2026.
Por Redação / Geilson Costa




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