Tufão Bavi se aproxima das Marianas com previsão de virar supertufão; ilhas entram em alerta máximo.
Formado nesta quinta-feira, sistema deve atingir arquipélago no início da próxima semana com ventos superiores a 200 km/h e chuvas intensas.
Areia Branca, 2 de julho de 2026 – O nono sistema ciclônico do ano no Pacífico Noroeste, batizado de Tufão Bavi, foi formado nesta manhã e segue em direção oeste-noroeste, devendo chegar às proximidades das Ilhas Marianas – incluindo Guam e as Marianas do Norte – por volta do dia 6 de julho, com projeção de se transformar em supertufão antes de tocar a região.
Dados técnicos e trajetória atual:
Às 8h desta quinta-feira (horário de Pequim), o centro da tempestade estava localizado a cerca de 1.620 km a sudeste de Saipan, com ventos sustentados de 72 km/h (8º grau) e pressão central de 998 hPa, deslocando-se a aproximadamente 20 km/h. O nome Bavi é de origem vietnamita e faz referência à cordilheira Ba Vì, no norte do país.
Segundo projeções do Centro Meteorológico Nacional da China e do Joint Typhoon Warning Center (EUA), o sistema ganhará força gradualmente nos próximos dias, podendo alcançar até 17º grau ou mais (ventos de 209 a 250 km/h) – patamar de supertufão – ao se aproximar das ilhas. A passagem mais próxima deve ocorrer entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, com risco de que o olho da tempestade passe diretamente sobre Saipan ou Tinian.
Preparativos nas ilhas e riscos esperados:
Autoridades de Guam e da Comunidade das Marianas do Norte já ativaram planos de emergência: escolas e serviços públicos poderão ser suspensos a partir de sábado, voos comerciais começam a ser cancelados e moradores de áreas costeiras baixas recebem orientação para se deslocar a abrigos seguros.
Os principais perigos previstos são:
- Ventos destrutivos capazes de arrancar árvores, derrubar postes de energia e danificar estruturas frágeis;
- Chuvas volumosas que podem causar inundações rápidas e deslizamentos em terrenos íngremes;
- Ondas de até 7 metros nas praias e risco de ressacas marítimas.
Histórico de Bavi na região:
Não é a primeira vez que um sistema com esse nome afeta as Marianas: em março de 2015, a Tempestade Tropical Bavi passou sobre Guam e ilhas vizinhas, provocando quedas de energia, destruiu cinco residências e causou danos estimados em cerca de US$ 150 mil, sem registrar vítimas fatais. Já em 2020, o Tufão Bavi atingiu a Coreia do Norte como tempestade de categoria 3, sem atingir o Pacífico central.
Após passar pelas Marianas, o sistema deve seguir rumo ao oeste, mas ainda há grande incerteza sobre se atingirá as costas da Ásia continental no final da próxima semana – especialistas alertam que é necessário acompanhar atualizações diárias, pois pequenas alterações na circulação atmosférica podem mudar sua rota significativamente.
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Por Redação / Geilson Costa

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