O olho do Furacão Lala não tocou diretamente em terra, mas passou muito próximo à costa sul da Ilha Grande do Havaí, na região de South Point, na tarde de sábado, 15 de agosto. Na ocasião, mantinha a força de furacão de Categoria 1, com ventos sustentados de 120 km/h.
Já na madrugada de domingo, dia 16, a interação com o terreno e condições climáticas menos favoráveis provocaram seu enfraquecimento, sendo rebaixado a tempestade tropical. O sistema seguiu se deslocando para oeste e, nesta segunda-feira, dia 17, já está longe das ilhas principais, sem mais ameaças diretas ao arquipélago havaiano.
Impactos registrados na Ilha Grande
Mesmo sem um desembarque direto, a força de Lala deixou marcas profundas:
- Chuvas históricas: os volumes acumulados variaram entre 750 e 890 mm nas áreas mais altas e expostas; pontos isolados registraram cerca de 1.200 mm de precipitação.
- Ventos intensos: rajadas atingiram entre 120 e 160 km/h nas regiões de maior altitude.
- Energia interrompida: mais de 117 mil consumidores ficaram sem luz em todo o Havaí; na própria Ilha Grande, o índice chegou a cerca de 70% da população.
- Danos estruturais: pelo menos 100 residências foram danificadas ou totalmente destruídas, muitas arrastadas por enchentes repentinas. Pontes e trechos de estradas também foram levados pelas águas.
- Risco de deslizamentos: enchentes e deslizamentos de terra atingiram diversos pontos, especialmente em áreas de terreno íngreme.
- Sem vítimas fatais confirmadas: até o momento, não há registro de mortes diretamente ligadas à passagem de Lala, conforme declaração do governador do Havaí.
Situação atual e perspectivas
Lala segue se afastando em direção a oeste e não há mais alertas em vigor para as ilhas principais. Equipes trabalham na limpeza de vias, restauração de energia e reparos, mas muitas áreas continuam sem abastecimento e o risco de deslizamentos permanece enquanto o solo ainda estiver encharcado.
Em mar aberto, o sistema pode voltar a ganhar força, mas sua trajetória já não aponta retorno ao arquipélago havaiano.
Fontes:
- Centro de Furacões do Pacífico Central (CPHC) — Boletins e atualizações de trajetória e intensidade
- Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos — Dados de precipitação e ventos
- Agência de Gerenciamento de Emergências do Havaí — Balanço de danos e situação energética
- Declarações oficiais do Governo do Havaí
Por redação Geilson Costa


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