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Xi Jinping realiza visita de Estado aos EUA nesta semana em encontro histórico com Trump.

 






O presidente da China, Xi Jinping, desembarca nos Estados Unidos na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para uma visita de Estado que se estende até a sexta-feira, 25 de setembro, a convite do presidente norte-americano, Donald Trump. O anúncio oficial foi feito nesta segunda-feira, 21 de setembro, pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa regular.

A viagem marca o segundo encontro entre os dois líderes em menos de seis meses — um intercâmbio que, segundo a diplomacia chinesa, constitui "um marco histórico" nas relações bilaterais. A agenda foi estruturada em três dias de intensa atividade:
  • 23 de setembro (quarta-feira): Chegada à Base Conjunta de Andrews, nos arredores de Washington, onde Xi e a primeira-dama Peng Liyuan serão recebidos por Trump e Melania Trump em cerimônia oficial.
  • 24 de setembro (quinta-feira): Cerimônia de boas-vindas na Casa Branca, revista militar no Rose Garden, reunião bilateral a portas fechadas e jantar de Estado no Salão Leste, com a presença de CEOs de grandes empresas de tecnologia.
  • 25 de setembro (sexta-feira): Encontro entre os casais e visita conjunta ao Arquivo Nacional dos EUA.
Durante as conversações, os dois presidentes devem aprofundar pontos de divergência e cooperação sobre questões centrais das relações China–EUA, bem como temas de paz e desenvolvimento mundial, conforme destacou o porta-voz. A China reafirmou estar pronta para "enriquecer a conotação da relação construtiva de estabilidade estratégica", fortalecer o diálogo e administrar adequadamente as divergências.

Entre os temas esperados nas discussões estão o comércio e tarifas, regulação da inteligência artificial, exportação de terras raras, a questão de Taiwan, além de tensões globais envolvendo Rússia e Irã. A visita ocorre num momento em que as duas maiores economias do mundo buscam equilibrar competição e cooperação, em meio a expectativas de acordos bilaterais e à manutenção da estabilidade em regiões de tensão.

Para a diplomacia chinesa, a "diplomacia de chefe de Estado desempenha um papel insubstituível no fornecimento de orientação estratégica" às relações entre os dois países. Os resultados práticos do encontro deverão definir o rumo da relação sino-americana nos meses seguintes e seus reflexos sobre a ordem geopolítica global.

Por redação Geilson Costa

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