Tufão Dolphin: tempestade avança e deixa rastro de danos no sul do Japão antes de seguir para a China.
O Tufão Dolphin, décimo terceiro fenômeno ciclônico do ano no Pacífico Noroeste, atingiu o sul do Japão nesta semana provocando ventos intensos, chuvas torrenciais e interrupções generalizadas, enquanto avança em direção à costa leste da China, onde deve tocar terra com força total nas próximas horas.
O que causou a força do Dolphin no Japão
O tufão se formou sobre águas excepcionalmente quentes do Pacífico, condição que forneceu energia abundante para seu fortalecimento. Com baixíssimo cisalhamento do vento - ou seja, pouca resistência atmosférica - o sistema se organizou rapidamente e ganhou força enquanto se deslocava em direção oeste-noroeste.
Ao passar sobre as ilhas de Okinawa e região de Kagoshima, no sul do Japão, o fenômeno já carregava ventos expressivos. Segundo dados atualizados desta tarde de sábado (8), o tufão mantém ventos sustentados de 140 km/h, com pressão central de 955 hPa, classificado como Tufão em plena atividade. O deslocamento relativamente lento do sistema prolongou a exposição das áreas atingidas aos ventos fortes e à chuva persistente, o que ampliou os danos registrados.
Alerta oficial: sistema perigoso
O Centro Conjunto de Avisos de Tufões (JTWC) alerta:
"Este é um sistema meteorológico perigoso. Os possíveis perigos incluem ventos fortes, chuvas intensas, maré de tempestade, mar agitado, deslizamentos de terra e enxurradas."
Impactos já registrados em território japonês
Segundo informações da Agência Meteorológica do Japão e autoridades locais:
- Seis pessoas ficaram feridas;
- Mais de 50 mil residências ficaram sem energia elétrica;
- Árvores foram arrancadas, telhados danificados e estradas interditadas;
- Voos cancelados, serviços marítimos suspensos e transporte público interrompido;
- Acumulados de chuva ultrapassaram 200 mm em pontos das ilhas em poucas horas.
Posição e dados atualizados - JTWC
Conforme o aviso nº 52 do JTWC, divulgado neste sábado:
Tabela
| Dado | Informação |
|---|---|
| Posição atual | A 341 km a nordeste de Taipei, Taiwan |
| Deslocamento | Oeste-noroeste a 13 km/h |
| Altura das ondas | Até 10,4 metros |
| Chegada à China | Em 12 a 24 horas, a cerca de 370 km ao sul de Xangai |
Previsão de trajetória e intensidade
O tufão deve seguir em direção oeste-noroeste e tocar a costa da China entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. Após atingir o continente, será influenciado por uma crista de alta pressão e deve seguir em direção noroeste, perdendo força gradualmente.
A previsão indica que o sistema deve enfraquecer lentamente sobre o mar e perder força de forma mais acentuada ao tocar terra, com dissipação prevista em cerca de 60 horas após o contato com o continente. Os modelos de previsão apresentam alto grau de confiança na trajetória oficial.
Alertas e prevenção
Autoridades chinesas mantêm o nível de alerta em laranja, segunda maior escala de perigo. Em Xangai, Wenzhou, Hangzhou e Taizhou, voos e trens foram cancelados, escolas e pontos turísticos fechados, e populações de áreas de risco começaram a ser deslocadas. Também em Taiwan e no norte das Filipinas, o sistema já provoca chuvas fortes e alerta para ressaca marítima e ondas perigosas no mar.
"A maior preocupação não é apenas com os ventos, mas com o volume de chuva que pode se acumular em pouco tempo e persistir por dias mesmo após o tufão perder força", destacam meteorologistas.
Fontes: Agência Meteorológica do Japão (JMA), JTWC — Aviso nº 52, Reuters, Agência Brasil / EBC — Dados atualizados em 08 de agosto de 2026.
Nota: As velocidades e categorizações do vento podem variar entre as agências, conforme critérios de medição distintos.
Por redação Geilson Costa

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